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O império de Bader contra-ataca!


A última edição do UFC no Brasil em 2016 se encerrou nesse final de semana, com atuação discreta dos brasileiros, quem brilhou foi o norte-americano Ryan Bader, com vitória contundente sobre Rogério Minotouro Nogueira. Apesar de um card pouco atrativo o público compareceu ao Ginásio do Ibirapuera, atingindo a marca de 9.028 pessoas, marca maior que o UFC Belfast – que aconteceu no mesmo dia, e UFC Brasilia em Setembro.

Por duas vezes — a primeira contra Glover Teixeira e a segunda no começo do ano contra Anthony Johnson — a ambição de Bader pelo cinturão dos meio-pesados esbarra em futuros desafiantes ao título. “Estou no top 5 da categoria há algum tempo, e quero fazer lutas grandes. Talvez haja uma luta grande em dezembro, e vou ter de me reunir e conversar com eles para decidir o que vou fazer. Talvez eu vá para Toronto em dezembro, seria divertido. O que eu quero é lutar. Já enfrentei todo mundo nos meio-pesados, e fui consistente venci sete das minhas oito últimas lutas. Sinto que estou no meu auge agora, cresci mentalmente após minha última derrota. Decidi não pensar demais, apenas ir lá e lutar, e tem dado certo.” diz Bader.

Antes do duelo principal, Thomas Almeida confirma o favoritismo e consegue uma vitória avassaladora sobre Albert Morales, que lhe garantiu o bônus de performance da noite e R$168.000,00 na conta bancária! Claudia Gadelha também saiu vitoriosa apesar do jogo duro imposto por Cortney Casey, que se queixou de levar um golpe ilegal (desmentido pelo replay) durante a luta.

Sobre os planos futuros do UFC no Brasil, o vice-presidente internacional do Ultimate disse em entrevista ao Canal Combate: “Do ponto de vista dos fãs, 2017 será muito parecido com os últimos dois anos. Teremos três eventos, sendo um numerado e dois Fight Nights. Vamos tentar tornar os eventos brasileiros maiores para o mercado brasileiro. O UFC 198, em Curitiba, foi um evento gigantesco. O de São Paulo não foi tão grande quanto aquele, mas é muito difícil conseguir casar lutas como aquelas. Gostaríamos de ter tido Cigano e Shogun neste evento, mas eles estavam lesionados e não poderiam lutar. Nosso foco é dar o que os fãs desejam.” diz Joe Carr.

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UFC Fight Night 100: Bader vs Minotouro 2
Local: Ginásio do Ibirapuera
Público: 9.028
Cidade: São Paulo, Brasil
Data: 19/11/2016
Arbitragem: CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de MMA)
Promotor: ZUFFA

Rogério “Minotouro” Nogueira vs. Ryan “Dark” Bader
Categoria: Light heavyweight 205 lbs (Peso meio-pesado 93 kgs)
Resultado: TKO por Bader
Tempo: 3min57 do Terceiro Round
Juiz: Mario Yamasaki
Árbitros: Guilherme Bravo (17-20), Eric Colon (17-20) e Halisson Pontes (18-20)
Músicas: Monstrão no Tatame – Pregador Luo (Minotouro)Paint It, Black – Rolling Stones (Bader)
Patrocínio Reebok: Bader (R$50.388,00) / Minotouro (R$16.796,00)
Suspensão Médica: Bader (14 dias sem lutar) / Minotouro (45 dias sem lutar)

A luta mais aguardada da noite, a revanche entre Rogério “Minotouro” vs. Ryan Bader decepcionou os fãs brasileiros, que ficaram em silêncio quando Mario Yamasaki encerrou a luta dando a vitória ao norte-americano por TKO aos 3min e 54seg do terceiro round. Bader usou sua especialidade, o wrestler, para neutralizar qualquer reação do brasileiro. “Eu senti que estava em um momento bom, encaixando golpes, mas ele me botou para baixo e a luta começou a mudar. Ele se defendeu muito bem quando eu tentei alguns ataques de jiu-jitsu” disse Minotouro após a luta. Ainda que Bader tivesse evoluído bastante seu jogo em pé, a estratégia de forçar as quedas foi a mais racional possível, algo que já deveria ser esperado pelo time Nogueira. Minotouro além de exímio boxeador, tendo representado o Brasil no jogos Pan-americanos de 2007, tem como treinador Luiz Dórea, o principal treinador em atividade hoje no país. “Escolhi os golpes certos, seria ótimo conquistar um nocaute, mas eu estava enfrentando um cara que sabe o que está fazendo e nunca se sabe o que pode acontecer quando se troca em pé. Eu lutei com todo mundo nessa divisão, tenho sido consistente, acho que minha hora chegou” comentou Bader na coletiva pós-luta.

Thomas Almeida vs. Albert Morales
Categoria: Bantamweigh 135 lbs (Peso-galo 61,7 kgs)
Resultado: TKO por Almeida
Tempo: 1min37 do Segundo Round
Juiz: Eduardo Herdy
Árbitros: Guilherme Bravo (9-10), Eric Colon (9-10) e Fabio Alves (9-10)
Músicas: Can’t C Me – Tupac (Thomas) / Rambo – Bryson Tiller (Morales)
Patrocínio Reebok: Thominhas (R$16.796,00) / Morales (R$8.398,00)
Suspensão Médica: Thomas (14 dias sem lutar) / Morales (45 dias sem lutar)

No Co-main event o atleta Paulistano Thomas Almeida entrou no melhor estilo Chute Boxe, partiu para trocarão direta com seu adversário Albert Morales, o resultado foi a vitória do brasileiro por nocaute técnico no começo do segundo round. Ao final do evento, o vice-presidente Internacional do UFC, Joe Carr, anunciou que um dos bônus de performance da noite iria para Thomas. “Entrei calmo, fiz todas as coisas que treinei, não me expus tanto, encaixei meu jogo e voltei pro caminho das vitórias. Cada luta é uma luta, eu quero sempre vencer, quero ser campeão. Foi maravilhoso lutar em casa, com a torcida gritando o meu nome. É sempre uma motivação a mais para lutar e buscar uma vitória depois da outra.” diz Thomas.

Claudia Gadelha vs. Cortney Casey
Categoria: Strawweight 115 lbs (Peso-palha 52,2 kgs)
Resultado: Decisão Unânime para Gadelha
Tempo: 15min
Juiz: Fernando Portella
Árbitros: Hallison Pontes (27-30), Joseph Terrell (27-30) e Fabio Alves (27-30)
Músicas: Best is Yet to Come – LuvBug (Gadelha) / Rob Zombie – Living Dead Girl (Casey)
Patrocínio Reebok: Gadelha (R$8.398,00) / Casey (R$8.398,00)
Suspensão Médica: Gadelha (14 dias sem lutar) / Casey (14 dias sem lutar)

Em uma luta onde não tinha nada a perder Cortney Casey entrou no octógono com objetivo de surpreender a todos, felizmente para a torcida brasileira Claudia Gadelha conseguiu impor sua agressividade e conseguiu a vitória por decisão unânime. No último round um chute desferido por Claudia acerta de raspão a cabeça de Casey, gerando um suspense no ar pois ter um ponto descontado poderia custar a vitória, porém o árbitro da CABMA Fernando Portella nada fez. Mais tarde na coletiva Gadelha comentou o incidente: “Eu estou feliz pela vitória, mas eu quero mais que isso. Sobre o chute, eu ia chutar o corpo dela, achei que ela fosse levantar e o chute fosse pegar no corpo. Mas ela não levantou e o chute acabou pegando de raspão na cabeça. Se eu tivesse feito de maldade, o chute teria ido em cheio na cabeça. Eu queria deixar claro que foi um acidente.”.

Thales Leite vs. Krzysztof Jotko
Categoria: Middleweight 185 lbs (Peso-médio 84,4 kgs)
Resultado: Decisão Unânime para Jotko
Tempo: 15min
Juiz: Mario Yamasaki
Árbitros: Eric Colon (29-27), Hallison Pontes (30-27) e Joseph Terrell (30-27)
Músicas: It’s Just Begin – Jimmy Castor Bunch (Jotko) / Three Little Birds – Bob Marley (Thales)
Patrocínio Reebok: Jotko (R$16.796,00) / Thales (R$50.388,00)
Suspensão Médica: Jotko (30 dias sem lutar) / Thales (30 dias sem lutar)

O polonês Krzysztof Jotko, confirmou sua boa fase e conseguiu sua quinta vitória consecutiva na divisão desta vez contra o veterano Thales Leite, dando um passo importante em sua divisão. “Eu imaginei essa luta de forma diferente, imaginei que eu defenderia as tentativas de queda dele e que teríamos uma luta mais em pé. Eu enfrentei um dos melhores lutadores de Jiu-Jitsu e venci, então estou bem feliz. O que vem por ai? Eu acho que gostaria de enfrentar outro brasileiro, o Vitor Belfort.”.

Kamaru Usman vs. Warlley Alves
Categoria: Welterweight 156 lbs (Peso meio-médio 77 kgs)
Resultado: Decisão Unânime para Kamaru
Tempo: 15min
Juiz: Vitor Ribeiro
Árbitros: Guilherme Bravo (29-27), Fabio Alves (30-26) e Eric Colon (29-28)
Músicas: On the Regular – Meek Mill (Kamaru) / Quanto Maior o Gigante – Maior a Testa (Warlley)                                                                                                                                          Patrocínio Reebok: Kamaru (R$8,398,00) / Warlley (R$16.796,00)
Suspensão Médica: Kamaru (14 dias sem lutar) / Warlley (30 dias sem lutar)

No confronto entre campeões do TUF, Kamaru Usmam leva a melhor sobre o brasileiro Warlley Alves, em decisão unânime elevando a confiança no Nigeriano à estratosfera! Ainda no octógono se comparou a Conor McGregor, e em seguida desafiou Demian Maia: “Eu sou um dos melhores lutadores da divisão. As pessoas ainda não tiveram oportunidade de ver porque eu dominei todas as lutas, mas os caras foram duros e resistiram até o final. E foi isso que o Warlley Alves foi hoje. Ele resistiu. Eu quero enfrentar o Demian Maia agora. Grappler contra grappler, eu sou melhor. Ele está aí há muito tempo, mas agora é minha vez. Então é ele que eu quero enfrentar na minha próxima luta.” Warlley, agora amarga duas derrotas consecutivas em seu cartel.

Sergio Moraes vs. Zak Ottow
Categoria: Welterweight 156 lbs (Peso meio-médio 77 kgs)
Resultado: Decisão dividida para Serginho
Tempo: 15min
Juiz: Eduardo Herdy
Árbitros: Hallison Pontes (29-28), Joseph Terrell (27-30) e Guilherme Bravo (27-30)
Músicas: Happy – Pharrell Williams (Serginho) / Let’s Dance – David Bowie (Ottow)
Patrocínio Reebok: Serginho (R$16.796,00) / Ottow (R$8.398,00)
Suspensão Médica: Sergio (14 dias sem lutar) / Ottow (14 dias sem lutar)

A primeira luta do card principal começa com o carismático Serginho Moraes enfrentando Zak Otto. Com vitória por decisão dividida Serginho Moraes não deixou esconder sua decepção por uma performance abaixo de suas expectativas: “Eu perdi o segundo round, mas ganhei os outros dois. Não sei que luta os árbitros viram, mas é isso que acontece quando deixamos na mão deles. Vou treinar muito mais, fazer tudo de novo.” diz Serginho, que agora quer se manter entre o top 10 da categoria dos meio-médio. Ao final do evento durante a coletiva pós-evento Serginho, criticou o também welterweight Kamaru Usman, que estava ao seu lado, por querer desafiar Demian Maia e “fugir” de um possível duelo com ele. “Eu e Kamaru Usman tivemos uma luta marcada, mas não fui eu que saí do card, foi ele, por lesão, assim como tive com o Sobotta, que também se lesionou. Eu acho injusto eles pedirem adversário na minha frente. Eu faço meu trabalho, nunca escolhi adversário, quem a empresa me manda, eu enfrento. Está na hora de começar a falar para ser notado, já que lutando não estamos sendo notados.”.

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