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Cuba, uma potência esportiva


Fidel Castro, líder da Revolução Cubana e líder do país morreu aos 90 anos, em Havana. A figura de Fidel representava para os Cubanos uma utopia, um líder revolucionário que lutou contra o imperialismo. Embora tenha legado a ilha caribenha ao empobrecimento era quase venerado por movimentos de esquerda. Sua morte marca o fim de um ciclo. Atualmente, Cuba é um pais insignificante e de pouca expressão no ponto de vista econômico. Sua economia representa apenas 0,3% da brasileira. É menor que a de Porto Rico, país com o status de estado associado aos Estados Unidos, que tem uma população muito menor que Cuba e produz um PIB per capita cinco vezes maior. O que isso significa para o MMA? Nada, mas há um fato histórico que merece uma reflexão. Cuba é um país apaixonado por lutas e uma potência no Boxe amador e olímpico.

Em seu auge na carreira o pugilista Teófilo Stevenson, tri-campeão olímpico (Munique em 1972, Montreal, 1976 e Moscou, 1980) e tri-campeão mundial recusou-se a tornar-se profissional e abandonar seu país, perdendo assim a chance de enfrentar outra lenda, Muhammad Ali. Tinha uma famosa frase: “O que é um milhão de dólares em comparação ao amor de oito milhões de cubanos?”, frase essa que definia exatamente seu orgulho e lealdade por Cuba e o regime de Fidel.

Mesmo com a recente abertura das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, resultando no fim do embargo econômico que durará 50 anos as mudanças sociais ainda são poucas. O fluxo turístico proveniente de Miami para Cuba tem aumentado bastante. A relação dos vizinhos está mudando o cenário econômico local em passos lentos mas já é possível imaginar um futuro melhor.

O primeiro atleta cubano a assinar com o UFC foi Hector Lombard, ex-Judoca, competiu nas Olimpíadas de Sydney em 2000 defendendo seu país de origem. Antes de entrar no Ultimate, Lombard adquiriu experiência no MMA, tendo passado pelo PRIDE — sendo derrotado por Akihiro Gono e Gegard Mousasi, Cage Fighting Championship e Bellator, onde se consagrou campeão de sua categoria. Recentemente o UFC assinou com uma jovem promessa cubana, Yoislandy Izquierdo.

Mas o grande nome do MMA cubano é sem dúvida nenhuma: Yoel Rome, o soldado de Deus, como é chamado. Medalhista olímpico, ganhou a Prata em Sydney, Australia e ainda disputou medalha em Atenas quatro anos depois, também pela Luta-grego-romana. Romero lutou pelo extinto Strikeforce e ao assinar com o UFC permanece invicto com nove vitórias, seis delas por nocaute! Sua última vitória foi uma nocaute espetacular em cima de Chris Weidman, levando a ser cotado para disputa do cinturão dos peso-médio do UFC.

Em entrevista ao site “Palm Beach Coast” em 2015, Dana White, revelou planos do Ultimate para aterrizar na ilha Cubana: “Aparentemente, pelo que eu ouvi, há muitas pessoas treinando MMA lá e muito interesse. Obviamente, também tem muitos cubanos na Flórida, Yoel Romero é cubano e está no card (do TUF Brasil 4 Finale). Nós agora estamos trabalhando em um card em Porto Rico, mas vamos a qualquer lugar. Então, sim, nós estamos trabalhando eventualmente para ir a Cuba”, disse.

A história absolverá Fidel? Yoel Romero conseguirá levar o cinturão do UFC para Miami? É precipitado juízos sobre a história, contudo, Romero tem grandes chances de elevar o nome de Cuba como expoente no Mundo das lutas com o cinturão dos meio-pesados. Já Fidel, só o tempo dirá.

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