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UFC 212 e Bellator 219: 3 cinturões em jogo, GP dos pesados e muito mais!


Em uma noite empolgante para os fãs de MMA vimos na madruga de hoje os dois principais eventos de MMA hoje, o UFC e o Bellator. Em jogo, diversos cinturões (dos pesados e meio pesados do UFC e dos médios no Bellator, recordes (de defesas de cinturão nos pesados no UFC), a primeira luta do GP dos pesados (no Bellator) e até uma estreia (do filho de Royce, Khonry Gracie).

No Bellator 192, Rory MacDonald consagrou-se campeão dos médios da organização ao vencer o então campeão, o brasileiro Douglas Lima. Luta controversa, Lima nos pareceu mais agressivo e ativo durente toda a luta. Os chutes baixos de Lima, pouco a pouco, foram minando a perna esquerda de Rory, tornando cada vez mais dificil sua mobilidade. Ao final, Rory terminou a luta ensanguentado, com o rosto desfigurado (como sempre) e a perna esquerda bastante inchada após vários chutes. Ainda assim, os arbitros viram vantagem de Rory ao longo da luta e lhe deram a vitória por decisão unânime. Na luta pelo Grand Prix dos Pesados, Chael Sonnen conseguiu passar por Rampage Jackson e avançou no torneio. Sonnen fez uma luta com o livro de regras de baixo do braço. Aplicou alguns quedas e se manteve por cima de Rampage. Amarrão e com melhor forma física Sonnen acabou saindo vitórioso, também por decisão unânime dos árbitros (29-28 x3). Curiosidades a parte, Khonry Gracie, filho de Royce Grace, perdeu sua luta contra Devon Brock por decisão unânime dos árbitros (30-27, 29-28, 29-28).

Enquanto isso, no mesmo horário, o UFC 220 trouxe excelentes combates. Infelizmente, todos os brasileiros sairam derrotados. Favorito, Cormier manteve seu cinturão ao derrotar Volkan Oezdemir por nocaute técnico. Na última luta da noite, Stipe Miocic também manteve seu cinturão ao derrotar o Predador camaronês, Francis Ngannou. Miocic ainda bateu o recorde de defesas de cinturão na divisão dos pesados.

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UFC 212: Card Principal

Stipe Miocic vs. Francis Ngannou

Na tão esperada disputa dos pesados pelo cinturão dos pesados, a experiência falou mais alto. Stipe Miocic mostrou mais inteligência na luta, aplicou boas quedas em todos os rounds, mostrou ainda uma boa esquiva no primeiro round e soube manter a distância. Pouco a pouco, Francis Ngannou foi se cansando a ponto de não conseguir mais andar pelo octógono. No chão, o camaronês mostrou sua inexperiência, não soube se defender, nem atacar.

Daniel Cormier (vencedor; nocaute técnico; 2o Round) vs. Volkan Oezdemir

Na categoria até os 93kg, Daniel Cormier defendeu o cinturão contra o suíço Volkan Oezdemir. DC obteve uma vitória tranquilo contra Volkan. Depois de passar por um aperto nos primeiros minutos do primeiro Round, DC se recuperou, aplicou bons golpes e 1 takedown sobre Volkan. No segundo round, mais uma vez Volkan foi derrubado e uma vez por cima, DC foi… DC… Vitória por nocaute técnico de Daniel Cormier. Essa foi uma vitória bastante importante para ele, DC apesar de deter o cinturão da divisão dos meio pesados, vinha de uma derrota (mais tarde convertida em NC) para Jon Jones. “Passei por muita coisa, muita coisa mesmo, por causa do meu grande rival (Jones). Eu consegui, sou campeão do UFC de novo” disse emocionado DC na entrevista ainda no octógono.

Calvin Kattar (vencedor; nocaute técnico; 3o Round) vs. Shane Burgos

Calvin Kattar após 2 round de luta apertada, conseguiu um nocaute técnico sobre Shane Burgos nos primeiros 30 segundos do último round. A luta foi ofuscada pela disputa do cinturão dos médios que ocorria no mesmo horário pelo Bellator 192 entre Douglas Lima e Rory MacDonald.

Gian Villante (vencedor; decisão dividida) vs. Francimar Barroso

Última esperança do Brasil no UFC 220, Francimar Barroso, o “Bodão”, perdeu por decisão dividida dos arbitros para Gian Villante. Em uma luta fraca, provavelmente uma das piores da noite, Bodão não mostrou seu potencial, andou para trás a luta inteira, provavelmente esperando um bom golpe conectar que nunca chegou. Villante, apesar de mais cansado em todos os rounds, conseguiu mostrar mais efetividade e levou a luta.

Thomas Almeida vs. Rob Font (vencedor; Nocaute Técnico: 2o Round)

Para tristeza dos brasileiros, Tominhas Almeida (favorito) perdeu sua luta contra Rob Font no segundo round por nocaute técnico. Promessa brasileira na divisão peso-galo do UFC e ex-campeão do Legacy na divisão, Thomas já vinha de uma derrota para Jimmie Rivera por decisão dos juízes no UFC on Fox: Weidman vs. Gastelum em Julho de 2017.

UFC 212: Card Preliminar

Na primeira luta da noite, o brasileiro Gleidon Tibau sofreu uma derrota relâmpago para Islam Makhachev aos 57 segundos do 1º Round. Makhachev só precisou de um soco para desconectar o brasileiro. Tibau voltou ao octógono depois de quase 2 anos afastado por conta de uso de doping. Muito provavelmente essa deve ter sido a última luta de Tibau na organização. As três lutas seguintes foram para a decisão dos árbitros. Dustin Ortiz derrotou o brasileiro Alexandre Pantoja por decisão unânime (29-28 x3). Julio Arce saiu vitorioso do embate contra Dan Ige também por decisão unânime (30-27 x2, 29-28) e Enrique Barzola, por decisão unânime (30-27, 29-28 x2) derrotou Matt Bessette. Em uma das lutas mais esperadas do card preliminar, na revanche entre Abdul Razak Alhassan vs. Sabah Homasi, Abdul levou a melhor ao nocautear Homasi com um poderoso upper de direita no final do primeiro round. Adbul e Homasi haviam se enfrentado no UFC 218, na ocasião Abdul teve uma vitória (também no primeiro round) decretada por Herb Dean. O juiz deu a vitória por nocaute técnico após Abdul desferir um poderoso golpe no corpo de Homasi, fazendo-o a ficar de joelhos. Imediatamente Herb Dean encerrou a luta, dando a vitória a Abdul. Dana White, concedeu uma revanche imediata a Homasi. Bom, depois dessa luta Adbul deve ter lavado a alma. A vitória foi rápida e avassaladora. Nocaute no primeiro round! Na última luta do card preliminar, Kyle Bochniak derrotou Brandon Davis em uma luta morna por decisão unânime dos juízes (29-28 x2, 29-27).

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UFC St Louis: Stephens nocauteia Choi e Belfort adia despedida


O primeiro UFC do ano de 2018, o UFC Fight Night: Stephens vs. Choi em St. Louis, Missouri nos Estados Unidos não teve a tão esperada última luta de Vitor Belfort, mas ainda sim o evento foi empolgante.

Na luta principal, e a melhor da noite, o veterâno Jeremy Stephens impôs uma vitória avassaladora sobre Doo Ho Choi, o SuperBoy Coreano no segundo round por nocaute técnico. O card principal contou ainda com outras boas lutas. Zebras, Jessica-Rose Clark e Darren Elkins sairam vitoriosos. Kamaru Usman confirmou o favoritismo e obteve uma vitória icontestável sobre Emil Meek. Pouco antes de iniciar o card principal, o UFC fez uma rápida homenagem a Matt Hughes que recuperado de um acidente grave (seu carro bateu em um trem em movimento) pode acompanhar na primeira fila as lutas do evento.

Pouco animado o card preliminar contou apenas com um nocaute e uma finalização. As lutas restantes terminaram com decisão final dos árbitros.

Vitor Belfort teve sua tão esperada aposentadoria adiada devido a um problema médico de seu rival, Uriah Hall que desmaiou e teve uma convulsão no elevador do hotel a caminho da última pesagem para a luta. Horas depois, Michael Bisping postaria em sua página oficial no instagram a foto de seu próximo adversário: Belfort. A organização do evento para não perder o timing de ritmo de treino de Belfort o escalou para lutar com o rival inglês no UFC Londres, que deve ocorrer em março. Outro brasileiro, Thiago “Pitbull” Alves, também teve sua luta cancelada pelo mesmo motivo. Seu oponente, Zak Cummings se acidentou horas antes de bater o peso e teve que ir às pressas ao hospital.

Sem título

Card principal

Jeremy Stephens (vitória por nocaute técnico) vs. Doo Ho Choi

Na luta principal do evento, e a melhor da noite, o veterâno Jeremy Stephens impôs uma vitória avassaladora sobre Doo Ho Choi, o SuperBoy Coreano no segundo round por nocaute técnico. Temido na divisão dos penas, o coreano só havia perdido em 2 oportunidades em um cartel de 16 lutas. Sua última derrota (para Cub Swanson) foi eleita a luta do ano de 2016 pela World MMA Awards e a ESPN.

Paige VanZant vs. Jessica-Rose Clark (vitória por decisão unânime)

Vitória para Jessica-Rose Clark que conseguiu impor seu jogo de chão sobre Paige Van Zan. No primeiro e segundo round, Clark obteve vitória, chegando a quase finalizar Van Zant com um triângulo. No intervalo do segundo round Van Zant disse a seus corners que achava que seu braço direito estava quebrado e de fato no terceiro round mal desferiu golpes com seu braço machucado, focando em chutes aleatórios. Resultado da luta: uma vitória por decisão unânime (29-28, 29-28 e 29-28) dos árbitros para Rose Clark.

A luta era importante para Paige Van Zant que faz sua estreia na categoria peso mosca feminino.  Desde que perdeu para Michelle Waterson em Dezembro de 2017, Van Zant fez grandes mudanças em sua rotina de treinos, desceu de categoria e para ficar próxima à familia, migrou do Team Alpha Male para a academia Gracie Barra em Portland, nos Estados Unidos, onde vem treinando Jiu-Jitsu com o brasileiro Fabiano “Pega-Leve” Scherner.

Kamaru Usman (vitória por decisão unânime) vs. Emil Meek

Kamaru Usman obteve vitória incontestável contra o “Viking” Emil Meek ao vencer por decisão dos árbitros por (30-27, 30-27 e 30-27). Empolgado com a boa vitória (a décima consecutiva) Usman disse não estar 100% para a luta e mesmo assim conseguiu uma boa vitória e ainda pediu uma luta conra Colby Covington. “Colby, você pode correr mas não pode se esconder! O pesadelo nigeriano está atrás de você” disparou Usman em entrevista ainda no octógono.

Darren Elkins (vitória por finalização) vs. Michael Johnson

Depois de conseguir 1 vitória em suas últimas 4 lutas, Michael Johnson desceu da categoria dos leves para os penas, em busca de melhores oportunidades. Em uma luta bastante disputada, Johnson saiu na frente no 1o Round, mas Elkins conseguiu reverter o destino da luta e no 2o Round conseguiu derrubar Johnson. Elkins buscou as costas partiu para uma finalização por mata-leão. Com a vitória Elkins já acumula 13 vitórias na divisão dos penas, das quais 6 em sequência. Somente o detentor do cinturão Max Holloway possui mais vitórias. Não à toa, Elkins ainda no octógono pediu uma próxima luta contra o havaiano.

Card preliminar

O card preliminar começou com uma vitória de Mads Burnell contra Mike Santiago por decisão unânime dos árbitros (29-28, 29-28 e 29-28). Na primeira luta feminina da noite, JJ Aldrich, para a alegria de Rose Namajunas que torcia na arquibancada, venceu também por decisão unânime dos árbitros a adversária Danielle Taylor. Com uma envergadura de 18 cm de vantagem, JJ impôs uma vitória com domínio total sobre Taylor. Em seguida, em outra luta feminina, e a mais dinâmica do card preliminar, Jessica Eye impôs uma derrota à brasileira Kalindra Faria por decisão dividida dos árbitros (29-28, 28-29 e 29-28). Outra brasileira, Talita Fernando também saiu derrotada. Irene Aldana conseguiu uma vitória com domínio absoluto sobre a brasileira, que não teve chance. Todos os árbitros deram 29-27 para a mexicana Aldana, que já desponta como promessa na divisão peso galo feminino. Na primeira vitória por finalização da noite, Kyung Ho Kang derrotou o argentino Guido Cannetti por uma finalização por triângulo a 7 segundos de terminar o primeiro round. Foi uma vitória importante para Ho Kang, que estava há cerca de 2 anos fora do MMA por conta de alistamento militar obrigatório que teve que fazer em seu país de origem, a Coreia do Sul. Marco Polo Reyes também não levou sua luta para a decisão dos árbitros e impôs um nocaute sobre Matt Frevola em 1 minuto de luta do 1º Round. Na última luta do card preliminar, James Krause venceu Alex White por… (adivinha?) decisão dos arbitros (29-28, 29-28 e 29-28).

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UFC 219: Cris Cyborg mantêm cinturão ao vencer Holly Holm


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Depois de tantos altos e baixos, o último evento do ano, o UFC 219 terminou com um saldo positivo para o Brasil. Cris Cyborg manteve seu cinturão da divisão Peso Pena feminino ao bater Holly Holm em uma luta eletrizante. Com essa vitória o Brasil encerra o ano com 9 disputas de cinturão, das quais venceu 3 apenas. Poderia ter sido pior. Edson Barboza saiu derrotado e perdeu a chance de disputar o cinturão interino dos leves para Khabib. No card preliminar, Matheus Nicolau não decepcionou e saiu vitorioso. Durante o evento, Dana White fez dois grandes anúncios para os fãs brasileiros: a estreia do “Contender Series” no Brasil e o duelo de Amanda Nunes com Cris Cyborg, que pediu outra adversária.

Cris Cyborg (campeã peso pena) x Holly Holm

Cris Cyborg passou pelo seu maior desafio dentro do octógono, vencendo sua adversária mais perigosa.  No primeiro round, Holm mostrou ligeira superioridade. A partir do segundo, embora disputado, Cyborg começou a mostrar superioridade. Aos poucos os socos desferidos em Holm começaram a ficar mais evidentes pelos hematomas na norte-americana. A luta foi para a decisão dos juizes que deram vitória unânime para a brasileira (49-46, 48-47, 48-47). Ao final da luta, Cyborg desafiou Megan Anderson para uma luta na Austrália. Nos bastidores, Dana White mostrou interesse em uma luta entre Cyborg e Amanda Nunes.

Khabib Nurmagomedov (vencendor) x Edson Barboza

Khabib Nurmagomedov frustrou toda a torcida brasileira com uma vitória contundente em Edson Barboza. O brasileiro iniciou o primeiro round com uma boa movimentação e golpes no corpo de Khabib, que logo começou a impor seu Ground and pound sobre Barboza. Neutralizado e frustrado, Barboza não teve grandes chances. Khabib aproveitou para desafiar Tony Ferguson para uma disputa pelo cinturão. Ferguson é o atual campeão interino da categoria, que tinha também como campeão Conor Mcgregor. “Não vou desafiar Mcgregor. Agora ele é rico… Ele deve gastar todo seu dinheiro agora” disse Khabib.

Dan Hooker x Marc Diakese

Segunda luta da noite a terminar com uma finalização, Dan Hooker finalizou Marc Diakese no terceiro round com uma guilhotina. A luta estava apertada, Diakese vinha mostrando um maior volume de jogo mas, inesperiente, foi entregou o pescoço para Hooker que conseguiu o estrangulamento.

Cynthia Calvillo x Carla Esparza (vencedora)

Carla Esparza interrompeu uma sequência de 6 vitórias consecutivas de Cynthia Calvillo. Apesar de ter perdido o primeiro round na nossa contagem, Esparza conseguiu ser mais ativa e efetiva que Calvillo no segundo e terceiro round. Mais rápida, Esparza conseguiu quase que o dobro de golpes desferidos que Calvillo, além de duas quedas no segundo round. Ao final do terceiro round, os juizes deram vitória unânime para Carla (29-28, 29-28, 29-28).

Carlos Condit x Neil Magny (vencedor)

Apesar de ter mostrado um terceiro round melhor, Carlos Condit saiu derrotado para Neil Magny por decisão dos juízes. Magny dominou o primeiro e segundo round. Consegui aplicar duas quedas em Condit e neutralizou todos os seus chutes altos. Essa foi a terceira derrota consecutiva de Condit. Sua última vitória, em 2015, ocorreu no Brasil, no UFC Fight Night de Goiânia, quando enfrentou Thiago “Pitbull” Alves.

Card preliminar

Na primeira luta do card preliminar, Tim Elliot pôs fim a sequência de 8 vitórias consecutivas de Mark de La Rosa com um estrangulamento (anaconda choque) no segundo round. Emocionado ao final da luta, Elliot saiu sem comemorar e dar entrevista em respeito ao falecimento de seu treinador, Robert Follis. Na sequência, o brasileiro Matheus Nicolau mostrou dominância total ao vencer Louis Smolka por decisão unânime dos juízes. Com 4 derrotas consecutivas em seu cartel, Smolka provavelmente será cortado da organização. Em seguida, em um duelo entre europeus, Marvin Vettori e Omari Akmedov terminou empatado por decisão dos juízes (28-28, 29-28, 28-28). Myles Jury e Michael Oleksiejczuk venceram por decisão unânime dos juizes (30-27, 30-27, 30-27).

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UFC 219: Cris Cyborg enfrenta hoje seu maior desafio no octógono: PPV, cinturão e invensibilidade estarão em jogo


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No UFC 219 que ocorre logo mais na T-Mobile Arena em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos, a lutadora brasileira Cris Cyborg enfrentará seu maior desafio na carreira: a norte-americana Holly Holm. O evento marca ainda a primeira participação de Cyborg pay-per-view do UFC. Será uma oportunidade perfeita para a brasileira mostrar o quanto ela consegue atrair de telespectadores para a organização. Mais do que um cartel quase que perfeito no MMA (Foram 18 vitórias consecutivas e apenas uma derrota e, 2005, curiosamente sua estreia no MMA, no Show Fight 2, onde perdeu por finalização para a também brasileira Erica Paes) e retorno financeiro com pay-per-view, o evento de hoje colocará em jogo o cinturão do Peso Pena feminino. Esta inclusive será a primeira defesa de cinturão que Cris Cyborg fará na organização e com uma adversária que de zebra não tem nada.

Holly Holm é uma adversária perigosa, possivelmente o maior desafio da carreira de Cyborg. Holm já esteve na situação de hoje, entrando como zebra contra uma adversária dominante na categoria. Este dia inclusive, ficará imortalizado na história do UFC. Holm com um nocaute (chute na cabeça) brutal pôs fim a uma sequência avassaladora de 12 vitórias consecutivas de Ronda Rousey, das quais 7 defesas de cinturão, sagrando-se a nova detentora do cinturão peso galo feminino, título o qual Holm perdeu logo em sequência.

Holm já possui feitos incríveis no esporte. Nenhum outro lutador, seja homem ou mulher, conseguiu conquistar um título mundial no boxe e no MMA. Porém, destronar Ronda (14 anos invicta) e depois Cyborg (12 anos invicta), os dois maiores nomes do MMA feminino, poderia colocar “The Preacher’s Daughter”, como Holm é chamada, no Hall da Fama do UFC. Ela será a primeira lutadora do UFC a ganhar o cinturão em duas divisões distintas. Entre os homens, apenas Conor McGregor, Georges St-Pierre, B.J. Penn e Randy Couture alcançaram o feito.

Apesar do desafio, acreditamos que Cyborg deverá ter seu braço erguido ao final da luta de hoje. Não só por apresentar um melhor jogo em pé, com uma combinação de maior agressividade e contundência nos golpes. Essa será a chance de Cyborg provar de uma vez por todas que é a maior lutadora que já pisou em um octógono no UFC. Ronda Rousey, a ainda maior estrela da categoria feminina sempre recusou uma luta casada com Cyborg – outras lutadoras fizeram o mesmo. Por isso, derrotar Holm, algoz de Rousey, terá um sabor especial para Cyborg. Estaremos na torcida para que isso ocorra.

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Camaronês no UFC, conheça Francis Ngannou


Nesta categoria lutam lutadores entre 93 e 120 kg. Eles são grandes, muitas vezes ágeis e tem a mão pesado. Um golpe bem conectado é o suficiente para acabar a luta e isso, muitas vezes, ocorre rápido. Se piscar, perdeu a luta brincam alguns comentaristas.

No UFC essa é uma das categorias mais empolgantes, mas é infelizmente uma das menos disputadas. Há muito tempo essa divisão sofre com a baixa renovação de atletas. Apenas nos últimos cinco anos,  Cain Velasquez disputou três lutas (2 vitórias e 1 derrota), e ainda assim é o terceiro do ranking dos peso pesados do UFC. Alistair Overeem, Mark Hunt e Andrei Arlovski, veterânos do esporte ainda figuram em destaque no ranking.

No entanto, essa sina está mudando. O motivo? Francis Ngannou, o “Predador”. Nascido em Batié, Camarões, ele é um dos poucos representantes do continente africano no UFC. Ngannou tem um cartel de 11 lutas e 10 vitórias como lutador profissional. Apenas no UFC foram 5 lutas e 5 vitórias, a última delas por TKO no 1o Round contra Andrei Arlovski no UFC on Fox 23: Shevchenko vs. Peña. A próxima luta de Ngannou ocorrerá neste sábado, 2, no UFC 218 contra Alistair Overeem. O combate tem muito em jogo. Primeiro do ranking, se Overeem ganhar essa luta sua disputa do cinturão contra Stipe Miocic será inevitável. Por outro lado, uma vitória de Ngannou o colocará lado a lado com o brasileio Fabricio Werdum pela disputa do título contra Miocic.

Ngannou emigrou para a França ainda jovem, em busca de uma vida melhor. O camaronês passou a infância vendo lutas do maior lutador de sua época, Mike Tyson. Curiosamente, no mesmo ano de nascimento de Ngannou, Mike Tyson surpreendeu o mundo ao derrotar, aos 20 anos, Trevor Berbick e conquistar o título mundial de pesos pesados do Conselho Mundial de Boxe (WBC). Era no boxe que Nganoou via uma possibilidade de sair na pobreza. Depois de três anos procurando por oportunidades, acabou surgindo uma possilidade de treinar na MMA Factory de Paris.

Em entrevista ao MMAJunkie.com, o primeiro treinador de Ngannou, Fernand Lopez: “Meu colega me avisou que um homem muito grande tinha ido pedir para treinar na academia. Quando cheguei no dia seguinte, Francis estava lá. Eu conversei com ele e dei duas malas cheias de roupas e equipamentos como kimonos e luvas de boxe e disse: ‘Por favor, treine o MMA’

“Ele não sabia nada sobre MMA, mas o jeito com que ele se movimentava e o jeito que ele pensava… Ele era muito inteligente e aprendia as coisas muito rápido. Sabia que se ele continuasse treinando, ele seria um campeão. Quando ele me pediu para deixar as bolsas com as coisas que ele havia ganho dentro da academia, porque lá fora não era seguro para ele, eu percebi que ele era um morador de rua. Na hora eu ofereci para ele dormir na academia. Depois disso, ele trabalhou muito duro em tudo para conquistar um espaço decente para morar”, conta Lopez. “Ele pediu para eu guardar suas malas no ginásio, porque não se sentia seguro com elas lá fora”, disse Lopez. “Esse foi o momento em que eu percebi que ele era sem-teto. Eu ofereci para ele um espaço para dormir na academia. Enquanto isso, começamos a trabalhar em tudo para conseguir um lugar digno para ele viver”.

Ngannou sonhava em ser um campeão de boxe, mas com a ajuda de Lopez, ele voltou sua atenção para o MMA. Sua estreia no octogono foi em 2013 no “100% Fight: Contenders”, evento este em que Ngannou conquistou um cartel de 3-1. “Ele simplesmente se apaixonou por MMA”, disse Lopez. Em seguida foram depois de duas vitórias em eventos europeus menores, Ngannou recebeu proposta para estrear no UFC, onde acumulou vitórias sobre Luis Henrique (nocaute por socos no 2 Round), Curtis Blaydes (nocaute por interrupção médica no 2 Round), Bojan Mihajlovic (nocaute técnico por socos no 1 Round), Anthony Hamilton (finalização por kimura no 1 Round) e Andrei Arlovski (nocaute técnico por socos no 1 Round).

Vencendo seu próximo adversário, Alistar Overeem, Ngannou pode se credenciar para disputar o cinturão da divisão. Werdeum que nos perdoe, mas o Predador camaronês é nossa aposta para futuro detentor cinturão dos peso-pesados. Um cinturão coroaria essa história de cinderela. Fica a nossa torcida.

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