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UFC Fight Night 128: péssima noite para os brasileiros


O UFC Fight Night 128 marcou a nona edição do evento em Atlantic City, a cidade dos cassinos e do famoso calçadão. Foram no geral lutas muito bem casadas, mas o destaque ficou mesmo com as duas lutas principais entre Barboza e Lee e Edgar (lutando em casa) e Swanson. Outra luta que merece destaque foi entre  Ricky Simon e Merab Dvalishvili, marcada por uma polêmica no resultado final. Dvalishvili apagou ou não na guilhotina? A luta acabou ou o juíz deu nocaute técnico (ou finalização)? Certamente, esse vai ser o assunto do final de semana nos fóruns e na mídia especializada.

O UFC, assim como o último evento, teve alguns reveses no card. A luta entre Aspen Ledd e Leslie Smith teve que ser cancelada. Ladd não conseguiu bater o peso da divisão (de 61,7kg) e os médicos da comissão local não permitiram que ela continuasse com o processo de perda de peso por motivos de precausão à sua saúde. Além disso, Smith não aceitou enfrenta-la mesmo com um bônus extra de R$ 5 mil dólares (além de um corte de 20% na bolsa de Ledd). Outra luta cancelada foi entre o russo Magomed Bibulatov e o japonês Ulka Sasaki. Bibultov sofreu uma lesão nas costas horas antes do inicio da pesagem oficial.

Apesar disso, as lutas canceladas não tiraram o brilho do evento, vimos excelentes lutas tanto no card principal como preliminar.

UFC_Fight_Night_128

Card Principal

Edson Barboza vs. Kevin Lee
Categoria: Leves

Em uma luta sensacional, Barboza começou tomando um atraso de Kevin Lee, que venceu os dois primeiros rounds, na nossa opinião, por 10-8. No terceiro  round Barboza já estava bastante desgastado mas conseguiu acertar um chute giratório que quase acabou com o norte-americano. A quase reviravolta reanimou o espírito da luta, mas pouco mudou na contagem (e vantagem de Lee sobre Barboza). No quinto round o juíz decidiu acabar com a luta após constatar danos severos no rosto de Barboza.

Frankie Edgar (vencedor; decisão unânime) vs. Cub Swanson 
Categoria: Penas

Numa luta de três rounds como já era esperado, Frankie Edgar derrotou Cub Swanson por decisão unânime dos árbitros (30-27, 30-27, 30-27). Havia expectativa que Swanson pudesse vencer essa luta, revertendo uma derrota sofrida para Edgar quatro anos atrás. No entanto, Swanson não foi páreo para o estilo veloz de Frankie Edgar.

Justin Willis (vencedor; decisão unânime) vs. Chase Sherman                           Categoria: Pesados

Contrariando a expectativa de luta rápida, marca dos pesados, Justin Willis e Chase Sherman levaram a luta para decisão dos árbitros, que deram vitória para Willis por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28). Willis chegou por diversas vezes próximo de nocautear Sherman, mas por algum motivo, provavelmente para não queimar todo o gás logo de cara, não aproveitou a chance e deixou Sherman se recuperar. A torcida não gostou do que viu, com razão.

David Branch (vencedor; nocaute) vs.Thiago Santos 
Categoria: Médios

Em um resultado inesperado, David Branch conseguiu um nocaute sobre Thiago “Marreta” na metade do 1o round. A maioria dos analistas (inclusive nós) acreditavamos que Branch iria forçar o jogo de chão, uma de suas especialidades e que não iria trocar com alguém com a mão pesada como Marreta. Ledo engano. Branch interrompeu uma  sequência de quatro vitórias consecutivas por nocaute técnico de Thiago Marreta.

Aljamain Sterling (vencedor; decisão unânime) vs. Brett Johns 
Categoria: Galos

Em uma luta de três rounds, Aljamain Sterling venceu Brett Johns por pontos (decisão unânime; 30-27, 30-27, 30-27). Sterling mostrou bom dominio de jogo e já desafiou Dominick Cruz em entrevista ainda no octógono. No twitter, alguns comentaristas se questionaram por que não desafiar seus antigos algozes, os brasileiros Marlon Moraes e Raphael Assunção e o norte-americano Bryan Caraway.

Em respostas no twitter, Bryan Caraway disse que o Sterling que venceu a luta é um lutador completamente diferente do que aquele que ele havia derrotado no passado e, além disso, disse que ficou impressionado com a evolução de Sterling como lutador.

Jim Miller vs. Dan Hooker (vencedor; nocaute)
Categoria: Leves

Em uma luta rápida, Dan Hooker conseguiu uma joelhada mortal no queixo de Jim Miller, que caiu nocauteado. Essa foi a terceira vitória seguida de Hooker, enquando Miller acumulou sua quarta derrota consecutiva.

Card Preliminar

Na primeira luta do evento, Tony Martin venceu sem grande dificuldade Keita Nakamura por decisão unânime dos árbitros (30-27, 30-27, 30-27). Essa foi a estreia de Martin na divisão dos meio-médios, enquanto o japonês Nakamura voltava ao UFC depois de uma passagem não bem sucedida. Nessa segunda passagem pelo UFC, Nakamura fez 6 lutas (contando com o evento de hoje), sem conseguir emplacar 2 vitórias consecutivas.

Corey Anderson encerrou uma sequência de duas derrotas consecutivas (Ovince Saint Preux e Jimi Manuwa) no UFC ao vencer Patrick Commins por decisão dos árbitros (30-26, 30-26 30-27). Anderson mostrou dominio total sobre Cummins em todos os rounds. Commins praticamente tentou sobreviver como pode. Nem no wrestling, sua especialidade, Cummins conseguiu mostrar superioridade. Ao contrário de Anderson, Cummins vinha de duas vitórias consecutivas (contra Gian Vilante e Jan Blachowicz).

Primeiro brasileiro a entrar no octógono, Luan Chagas começou bem o primeiro round. Mas no segundo round foi acertado com um chute frontal no abdomen, fazendo o brasileiro a cair se contorcendo de dor no chão. Resultado final: nocaute (por chute) do afegão Siyar Bahadurzada.

Em uma luta sensacional, Ricky Simon venceu por nocaute técnico aos 45 do segundo tempo da prorrogação. Simon, estreando no UFC, havia perdido os dois primeiros rounds, com Merab Dvalishvili mostrando bastante intensidade e versatilidade. Até que no final do terceiro round, Simon conseguiu aplicar uma boa guilhotina. Imobilizado, Dvalishvili tentou se defender a todo custo (com as pernas), mas sem sucesso. Com o soar do gongo, Dvalishvili ficou estirado no chão dando a entender que havia apagado. Depois de uma troca de opinião dos árbitros, foi dada a vitória por nocaute técnico a Ricky Simon. Excelente luta, de longe a melhor do card preliminar.

Na última luta do card preliminar, Ryan Laflare e Alex Garcia fizeram uma luta morna, sem grande ação. Laflare saiu com ligeira vantagem em todos os 3 rounds, garantindo assim uma vitória por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27).

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UFC On Fox 29: 14 grandes lutas!


Para quem é fã de lutas, esse foi um sábado perfeito. O UFC On Fox 29, não só foi transmitido em um horário mais favorável aos brasileiros (o evento começou por volta das 17h, horário de Brasilia), como teve ainda 14 lutas, duas a mais que a média dos eventos do UFC. E diga-se de passagem, foram 14 excelentes lutas. Além disso, no mesmo horário estava sendo transmitido o KSW 43, evento onde houve a disputa do cinturão dos meio-médios ente Roberto Soldic vs. Dricus Du Plessis.

Card Principal

Dustin Poirier (vitória; nocaute técnico) vs. Justin Gaethje
Categoria: Leves

Possivelmente a luta do ano, Poirier e Gaethje travaram uma dura batalha no octógono. Depois de dois bons rounds, Poirier estava próximo de perder o 3o round até que um dedo no olho (recorrente) de Gaethje fez com que este perdesse um ponto e round. No 4o round quando se esperava um tudo ou nada de Gaethje, Poirier acertou boas combinações não deixando alternativa a Herb Dean, se não encerrar a luta. Ao final, vitória de Dustin Poirier por nocaute técnico.

Carlos Condit vs. Alex Oliveira (vitória, finalização, guilhotina)
Categoria: Meio-Médios

Carlos Condit e Alex Oliveira fizeram uma luta sangrenta! Depois de perder o primeiro round, ao quase ser finalizado por uma guilhotina, Alex Oliveira, o Cowboy conseguiu dar a volta por cima e deu o troco (na mesma moeda). Após uma pedalada bem dada em Condit, Cowboy conseguiu pega-lo em uma guilhotina muito bem dada. Condit resistiu até onde pode. Ao final, vitória de Alex Oliveira por finalização no começo do segundo round. Um excelente resultado para quem aceitou a luta de última hora (como sempre).

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Israel Adesanya (vitória, decisão dividida) vs. Marvin Vettori
Categoria: Médios

Israel Adesanya e Marvin Vettori fizeram uma boa luta. Na nossa opinião, uma das mais importante da noite, entre dois novos prospectos da divisão dos médios. Adesanya saiu vitorioso, por decisão dividida dos árbitros (29-28, 29-28, 28-29). Essa foi a primeira vitória do nigeriano por decisão por pontos. Até então, ele vinha com 12 vitórias, todas por nocaute em competições menores (apenas uma no UFC). Com poucas lutas ainda no UFC, é cedo demais pra dizer que Adesanya é um novo Jon Jones. Pela primeira vez vimos o nigeriano desconfortável, no chão, onde não mostrou muita técnica. Ainda tem muito que aprender e evoluir, mas está no caminho certo.

Michelle Waterson (vitória, decisão dividia) vs. Cortney Casey
Categoria: Palha (feminino)

Na primeira luta da noite, Michele Waterson obteve uma boa vitória contra Cortney Casey por decisão dos árbitros (29-28, 29-28 e 28-29). No começo da luta, Waterson mostrou uma boa movimentação, mas a superioridade física de Casey era evidente. A estratégia de Waterson foi então levar sua adversária para o chão, onde é justamente a especialidade de Casey. Mesmo quase sofrendo três finalizações, os árbitros ainda assim viram vitória de Waterson. No geral, foi uma excelente luta, a melhor do evento até então. Ambas merecem um bônus de performance.

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Card Preliminar

Luke Sanders e Patrick Williams fizeram a primeira luta da noite. Uma ótima luta, diga-se de passagem, terminando com uma vitória por pontos de Sanders (decisão unânime: 30-27, 30-27, 29-28).

Na segunda luta da noite vimos um TKO de Alejandro Perez no segundo round.

Pelos pesos pesados, Arjan Singh Bhullar e Adam Wieczorek fizeram uma luta rápida. Wieczorek conseguiu no segundo Round uma (rara) finalização por omoplata, a segunda na história do UFC.

Decepção, Dhiego Lima perdeu para o japonês Yushin Okami por decisão unânime (30-26×3). Okami conseguiu impor seu jogo amarrão, porém eficiente. Eterna promessa, Lima acumulou sua terceira derrota seguida no evento e provavelmente deve estar próximo de ter seu contrato encerrado com a organização.

No lado feminino, Shana Dobson e Lauren Mueller fizeram excelente luta. Estreando no óctonogo do UFC, Mueller venceu por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) uma adversária dura, conhecida por ter uma mão pesada (Dobson vinha de uma vitória por nocaute em sua estreia no UFC contra Ariel Beck, após passagem pelo TUF 26). Primeira lutadora feminina a conseguir um contrato no Dana WHite´s Tuesday Night Contender Series, já havia uma expectativa para ver como Mueller se comportaria em sua estreia.

Em uma luta rápida, o brasileiro Gilbert Burns, o “Durinho”, conseguiu um nocaute fenomenal contra Dan Moret logo no começo do segundo Round. Especialista no chão – Durinho já foi campeão mundial de jiu-jitsu 4x – Durinho vem mostrando que é perigoso também na luta em pé. Esse foi o segundo nocaute seguido do brasileiro e quinto na carreira.

Vindo de vitória contra Thales Leites (que lutará no UFC Rio 9), Brad Tavares conseguiu vitória por TKO contra Krzysztof Jotko no terceiro round. A luta já vinha encaminhando para uma vitória por pontos de Tavares, até que ele conseguiu conectar um bom soco no queixo do polonês que desabou. A partir dai Tavares iniciou uma sequência de golpes até ser parado pelo juiz. Em entrevista no octogono, Tavares pediu por uma luta contra Michael Bisping.

Em seguida, Wilson Reis fez uma excelente luta contra John Moraga. Ambos os lutadores deixaram o coração no octógono. Reis lutava para honrar o nome do irmão (falecido recentemente) e Moraga em casa. Ao final, os árbitros deram vitória para o norte-americano por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28). Essa foi a terceira derrota seguida do brasileiro, mas apesar disso saiu com moral da luta de agora pouco.

Na penúltima luta do card preliminar, Muslim Salikhov, em sua segunda luta no UFC, obteve um belo nocaute sobre Rick Rainey no segundo round.

Por fim, Antonio Carlos Jr, o “Cara de Sapato”, o último brasileiro a lutar no card preliminar, saiu com uma ótima vitória ao vencer Tim Boetsch por finalização ainda no primeiro round. Na entrevista no octógono, Cara de Sapato pediu mais conciência do povo brasileiro nas eleições presidenciais que ocorrerão no segundo semestre desse ano. Um exemplo de lutador, encerrou com chave-de-ouro o card preliminar desse UFC On Fox 29.

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UFC 223: lutas sensacionais salvam o card de Nova York


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Foto de MMA Fighting

O que era para ser um dos melhores eventos do ano, digno de Nova York, acabou perdendo um pouco do seu brilho. Começamos a semana com a expectativa de um card completo e uma definição a respeito do destino do cinturão dos leves. O que vimos 24h antes do evento foi uma sucessão de fatos surreias, que quase acabaram com o UFC Nova York.

No domingo, 1, Dana White informou por meio de sua conta no Twitter uma lesão de Tony Ferguson, pondo em risco a disputa de cinturão de Khabib Nurmagomedov. Horas depois já estava anunciado o novo adversário de Khabib: Max Holloway.

Na  quarta-feira, 4, o portal MMANytt divulgou uma filmagem amadora do treinador da equipe Sikjitsu, Rick Little, em que o russo Khabib Nurmagomedov aparentemente da uma dura no também russo Artem Lobov no hotel onde os lutadores estavam hospedados. No dia seguinte, Conor McGregor e sua “gangue” (entre eles Lobov) invadiram a Barclays Center, no Brooklyn, em Nova York, onde havia acabado de ocorrer o Media Day do UFC 223. Aos gritos, a gangue identificou o ônibus onde estava Khabib e outros lutadores e começaram um ataque mal sucedido graças a ajuda dos seguranças do UFC. Nas filmagens disponibilizadas pelo próprio UFC é possível ver McGregor e seu time arremessando carrinhos, grades e lixo no ônibus. Um dos objetos arremessados chegou a quebrar os vidros do ônibus e acertar Michael Chiesa, que acabou ferido. McGregor acabou sendo preso pela polícia de Nova York e após pagar uma fiança irrisória para um milionário, foi liberado e responderá a um processo.

Na sexta-feira, 6, dia da pesagem, a Comissão Atlética de Nova York vetou a partcipação de Max Holloway na luta contra Khabib. A alegação foi que seria perigoso para a saúde de Holloway continuar com a perda de peso. Paul “The Irish Dragon” Felder, adversário de Al Iaquinta foi a próxima opção. Porém, a Comissão o vetou elegando que Felder não estava no ranking oficial da divisão dos leves. Sabendo da situação, diversos lutadores chegaram a se oferecer para a luta, entre eles BJ Penn e RDA, mas o UFC acabou optando por um atleta que já estava treinado, pronto para a luta, o adversário de Felder, Al Iaquinta.

Decidido o adversário de Khabib, horas antes da pesagem, o UFC enfim pode confirmar as lutas para o evento. Quatro lutas tiveram que ser canceladas e o main-event alterado. Quase um desastre, se não fosse as excelentes lutas do card principal.

Card Principal

Khabib Nurmagomedov (vitória; decisão unânime) vs. Al Iaquinta

Como esperado, Khabib Nurmagomedov saiu vitorioso da luta principal do UFC 223 contra Al Iaquinta, consagrando-se como o primeiro russo e deter um cinturão do UFC. Foi uma vitória contundente, round após round Khabib mostrou superioridade sobre Iaquinta. Khabib assume agora o cinturão interino pertencente a Tony Ferguson.

Rose Namajunas (vitória, decisão unânime) vs. Joanna Jedrzejczyk

A tão esperada luta da noite transcorreu como haviamos previsto no Twitter: uma sangrenta luta de 5 rounds. Ambas as lutadoras são muito duras, sempre deixam tudo de si no octógono e são/foram campeãs. Jedrzejczyk iniciou o primeiro round num ritmo mais forte que na luta anterior e mostrou mais consistência durante a luta. Mas Namajunas mostrou que tem a mão pesada e desfigurou o rosto de Jedrzejczyk, algo incomum (geralmente vemos o contrário). Ao final dos duríssimos 5 rounds os árbitros deram vitória unânime para Namajunas (49-46×3).

Namajunas segue como campeã da divisão peso palha feminino e, muito provavelmente, deve enfrentar Jessica Andrade em sua próxima defesa de cinturão.

Calvin Kattar vs. Renato Moicano (vitória, decisão unânime)

Renato Moicano conseguiu boa vitória sobre Calvin Kattar. Após um 1o Round parelho, Moicano impôs dois bons rounds sobre Kattar. Os chutes na base de Kattar foram a tônica dos dois rounds. No geral, Moicano fez uma luta inteligente, com boa movimentação, atacando na hora certa e minando a base do adversário com poderosos chutes baixos. A torcida, no entanto, não gostou do que viu e chegou a vaiar o estílo pouco combativo (mas inteligente) do brasileiro. Ao final, Moicano venceu por pontos (decisão unânime; 29-28, 30-27×2).

Kyle Bochniak vs. Zabit Magomedsharipov (vitória, decisão unânime)

Zabit Magomedsharipov e Kyle Bochniak protagonizaram uma luta sensacional, digna de título mundial nas palavras de Joe Rogan. Magomedsharipov  mostrou uma enorme versatilidade, desfirindo uma série de golpes e quedas que pareciam terem sido tirados de um video-game. Mostrando bastante resistência, Bochniak conseguiu sobreviver os 3o Rounds, mas os arbitros deram vitória (decisão unânime, 29-28, 30-27×2) para Magomedsharipov.

Chris Gruetzemacher (vitória, TKO, 2o Round) vs. Joe Lauzon

Na primeira luta do card principal, Chris Gruetzemacher venceu Joe Lauzon no 2o Round por nocaute técnico. O juiz Dan Miragliotta encerrou a luta no intervalo do 2o para o 3o Round. Lauzon teve seu rosto desfigurado por conta de bons socos e cotoveladas aplicados por Gruetzemacher. As poderosas joelhadas no estômago aplicadas por Gruetzemacher também ajudaram a minar Lauzon, que acumulou sua terceira derrota consecutiva. Se não fosse pelo bom histórico de Lauzon (13 bônus, seja por luta ou finalização da noite no UFC), certamente ele estaria dando adeus para a organização.

Card Preliminar

Com poucas lutas, o card preliminar passou quase desapercebido. Com lutas pouco empolgantes, apenas o último confronto, entre Felice Herrig e Karolina Kowalkiewicz animou os fãs. A polonesa Kowalkiewicz protagonizou uma excelente luta, vencendo (em nossa contagem) o 1o e 2o Round. No geral, foi uma boa luta entre duas lutadoras  top 10 da categoria. Ashlee Evans-Smith conseguiu uma vitória fácil sobre Bec Rawlings (que acumula uma sequência irregular na organização).

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UFC Fight Night 127: Volkov nocauteia Werdum


Mercado importante para o UFC na Europa, este UFC Figh Night 127 marcou a décida edição do UFC na terra da Rainha. Desta vez, o UFC trouxe poucos nomes de expressão para o evento. Foi uma oportunidade de trazer novos nomes para a organização (). Como não poderia deixar de ser, os maiores destaques da noite ficaram por conta da luta entre Werdeum vs. Volkov e Jimi Manuwa vs. Jan Blachwicz, que acabaram compensando as duas primeiras lutas do card principal.

Fabricio Werdum vs. Alexander Volkov

No inicio do primeiro Round, Werdum já partiu pra uma tentativa bem sucedida de queda mostrando que trocar com Volkov não era seu plano A. Após um bom tempo de pressão por cima, Werdum acabou levando a melhor no Round. No segundo round outra vitória de Werdum basicamente por conta do jogo de chão do brasileiro que inclusive conseguiu aplicar duas boas cotoveladas no russo. No terceiro round Volkov foi melhor, manteve-se em pé por todo round trazendo perigo várias vezes ao brasileiro. No quarto Round, Werdum tentou trocar com Volkov a conselho de seu head coach, Rafael Cordeiro, e levou a pior. Nocaute de Alexander Volkov.

Werdum não conseguiu convencer quem viu a luta. Parecia mais cansado, além disso sentiu bem alguns golpes aplicados por Volkov. Os hematomas em seu rosto não deixam mentir. Se quiser voltar a disputar um cinturão dos pesados, acreditamos que o brasileiro precisa evoluir mais seu jogo em pé. Cair no chão e chamar pra guarda os adversários não é estratégia, mas desespero.

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Jimi Manuwa vs. Jan Blachowicz (vencedor; decisão unânime)

Segunda luta principal da noite e a mais empolgante até então, Manuwa e Blachowicz deram tudo de si dentro do octógono. Manuwa começou melhor no 1 Round, mas Blachowicz levou a melhor na pontuação ao aplicar um knockdown no inglês. Aparentemente mais cansado após o aperto no 1 Round, Manuwa não conseguiu mais crescer na luta. No meio do 2 Round chegou a dar o pescoço para uma finalização, mas o polonês deixou escapar. Apesar disso, um chute alto de Manuwa ao final do Round acabou empatando a luta na nossa contagem. No último Round não houve grande movimentação por conta do cansaço de ambos. Ao final, vitória para Jan Blachowicz por decisão unânime dos árbitros.

Tom Duquesnoy (vencedor; decisão unânime) vs. Terrion Ware

Luta importante. Não só por colocar um francês e um inglês frente a frente, mas também pelo fato de que ambos os lutadores vinham de derrota. Em outra luta de três rounds, Dequesnoy levou a melhor. Os árbitros deram vitória unânime para o francês.

Leon Edwards (vencedor, TKO) vs. Peter Sobotta

Luta de três rounds. Sobotta chegou a levar a melhor no 1 Round, com um bom knockdown aplicado em Edwards que caiu já pegando uma chave-de-braço, mas sem sucesso. No 3 Round, Sobotta passou por mals bocados com Edwards desferindo diversas cotoveladas e socos, não restando outra opção para o juíz se não anunciar o nocaute técnico de Leon Edwards.

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UFC 222: Cyborg atropela a russa Kunitskaya


Com um card preliminar sensacional, repleto de boas lutas, o UFC 222 não deu vez aos azarões. Todos os favoritos ganharam no card principal. Cyborg defendeu seu cinturão contra a russa Kunitskaya e Ortega também passou por cima de Edgar. O´Malley, Arlovski e Ketlen também tiveram o mesmo destino.

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No começo do card principal a transmissão original do PPV houve uma homenagem ao chefe de produção do PPV do UFC, Bruce Connal, falecido recentemente. Bruce estava no UFC há mais de 20 anos.

Card Principal

Cris Cyborg (vencedora; nocaute técnico; 1o Round) vs. Yana Kunitskaya 

Vimos uma vitória brutal de Cris Cyborg sobre Yana Kunitskaya logo no primeiro round por nocaute técnico. O ponto forte de Kunitskaya era a trocação, mas ainda assim em um nível muito inferior ao de Cyborg. Acoada com os poderosos golpes de Cyborg, a russa não teve outra escolha a não ser derrubar Cyborg, o que ela conseguiu ao aplicar um single lag logo no começo da luta. A partir do momento em que Cyborg se desvencilhou e voltou para a posição em pé, o tempo fechou para a russa. Vitória por nocaute técnico de Cyborg no primeiro round.

O resultado já era esperado, Kunitskaya recebeu o aviso da luta com pouca antecedência, além disso estava fora dos octógonos por cerca de 4 anos. Em 2012 a Russa decidiu encerrar a carreira para se tornar coach, mas voltou atrás em 2016. Desde então foram 2 vitórias e 2 derrotas, um cartel mediano. O que a fez virar um nome a ser escolhido pelo UFC foi o cinturão que a russa conquistou no Invicta FC.

Frankie Edgar vs. Brian Ortega (vencedor; nocaute; 1o Round)

Luta sensacional! Brian Ortega conseguiu um nocaute técnico lodo no primeiro round em cima de Frank Edgar. Depois de acertar o queixo de Edgar, Ortega teve tempo para se prepar e lançar um uppercut em cheio em Edgar, que já caiu desorientado, levando o juiz a encerrar a luta.

Ortega vem evoluindo a cada luta. Das 13 lutas de seu cartel, saiu vitorioso nas 13! Suas últimas lutas foram vitórias contudentes contra nomes como Cub Swanson (finalização por guilhotina, em pé!), Renato Moicano (outra guilhotina) e Clay Guida (nocaute técnico por meio de uma joelada).

Se depender dessa excelente performance, certamente ainda veremos Ortega disputar o cinturão dos penas muito em breve!

Sean O’Malley (vencedor; decisão unânime) vs. Laos Andre Soukhamthath

Sean O´Malley fez uma luta empolgante contra Soukhamthath, após dominância no primeiro e segundo round, O´Malley tentou administrar o terceiro round e quase se deu mal, chegando até o quebrar o pé (ainda esperando confirmação).

Tem havido um grande frisson sobre O´Malley por conta de suas últimas lutas. O´Malley vem de vitória contundente sobre seus rivais, como a que ocorreu no Dana White’s Tuesday Night Contender Series 2 quando derrotou por nocaute (por socos) Alfred Khashakyan. A partir de então virou uma espécie de queridinho da organização.

Stefan Struve vs. Andrei Arlovski (vencedor; decisão dividida)

Em uma luta morna (possivelmente a menos empolgante da noite), Andrei Arlovski venceu por decisão unânime dos arbitros (29-28, 29-28, 30-27).

Cat Zingano vs. Ketlen Vieira (vencedora; decisão dividida)

A brasileira Ketlen Vieira conseguiu uma  vitória sobre Cat Zingano por decisão dividida dos arbitros (29-28, 28-29, 29-28). A decisão dividida foi polêmica já que Ketlen dominou a luta.

Sem sombra de dúvida foi uma vitória importante para Ketlen. Apesar de estar fora do octógono por quase 1 ano e meio e vir de duas derrotas (uma delas para Ronda Rousey), Zingano é um nome a se respeitar na divisão peso galo feminino. A norte-americana já venceu nomes como Amanda Nunes (atual detentora do cinturão do peso galo), Miesha Tate (ex-detentora do cinturão) e Raquel Pennington (que disputará o cinturão contra Nunes no UFC Rio).

Card Preliminar

Card prelimar digno de evento numerado. Vimos de tudo, ótimas lutas, com nocaute técnico, finalização, estreia no octógono e até uma aposentadoria.

Na primeira luta da noite, entre Jordan Johnson e Adam Milstead, chamou a atenção os espaços vazios na T-Mobile Arena em Las Vegas. Bom para os lutadores que puderam ouvir em alto e bom som as instruções de seus corners. Johson obteve vitória por decisão dividida dos juízes (29-28, 27-30, 29-28).

Bryan Caraway e Cody Stamann fizeram um bom combate. Depois de um primeiro round dominante, com um jogo de chão superior de Caraway, Stamann enxergou o caminho das pedras no jogo em pé, no contra-golpe e começou a desbalancear a luta. No terceiro round, depois de permanecer boa parte do round em superioridade, Stamann quase sofreu uma finalização. Ao final, Stamann saiu vitorioso (29-28, 28-29, 29-28). Luta eletrizante.

Na luta entre Mike Pyle vs. Zak Ottow, vitória para Ottow por nocaute técnico logo no começo do primeiro round. Ainda no octógono Ottow recebeu a faixa preta de seu coach de jiu-jitsu e em seguida Pyle anunciou aposentadoria. Veterano do esporte, Pyle conhecido pelo seu cabelo mullet peculiar, estreou no octogono em 1999 contra Quinton Rampage Jackson (que também estreava) em um evento local em Memphis, Tennesse. Com um cartel de 27-13-1, Pyle acumulava uma série de maus resultados.

Polêmica, a luta entre Hector Lombard vs. C.B. Dollaway acabou com o soar do gongo no primeiro round. Após acertar Dolloway com um direto no queixo segundos após soar o gongo, Hector Lombard foi desqualificado e Dollaway declarado como vencedor do duelo, embora tenha saido na maca. Dollaway parecia bastante desorientado, perguntando a todo momento o que havia acontecido. Nos bastidores Hector reclamou do juiz por demorar a encerrar a luta e de Dollaway que segundo ele estava fingindo para não continuar na luta. Disse ainda que pretende recorrer da decisão.

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Dollaway é retirado em maca após sofrer um ” nocaute” de Hector Lombard

Em seguida vimos a tão aguardada luta entre John Dodson e Pedro Munhoz que estava agendada oficialmente para o UFC Belem. Favorito, Dodson saiu vitorioso por decisão unânime dos arbitros (28-29, 30-27, 29-28). Dodson mostrou bastante velocidade na luta, esquivando de forma impressionante por todo o combate. A rapida movimentação de Dodson foi pouco a pouco cansando Munhoz.

Em Beneil Dariush vs. Alexander Hernandez um rápido e poderoso nocaute de Hernandez que fazia sua estreia no UFC. Confiante, disse que entrou no esporte para fazer história. Certamente estará no radar dos analistas em sua próxima luta.

Na última luta do card preliminar, Mackenzie Dern venceu Ashey Yoder por decisão dos juizes (29-28, 28-29, 29-28). Havia bastante expectativa para essa luta. Todos queriam ver como seria a estratégia de Dern para a luta e como ela se comportaria dentro do um octógono e na maior organização do esporte. Dern assumiu um risco desnecessário focar na trocação no primeiro e segundo round, mas no terceiro quando levou a luta para o chão mostrou como é perigosa no jiu-jitsu, quase conseguindo uma finalização por estrangulamento.

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