[UFC] 15/06/2026 às 13:27

Sem o tricampeonato, Pereira terá que reconstruir o caminho após a derrota para Gane

A derrota de Alex Pereira para Ciryl Gane no UFC Freedom 250 não custou apenas o cinturão interino dos pesados. Custou a chance de entrar para um grupo restrito de atletas com títulos em três categorias diferentes, e abriu uma fase de reconstrução para o brasileiro.

A derrota de Alex Pereira para Ciryl Gane no UFC Freedom 250 não custou apenas o cinturão interino dos pesados. Custou a chance de entrar para um grupo restrito de atletas com títulos em três categorias diferentes, e abriu uma fase de reconstrução para o brasileiro.

Com o resultado, Pereira caiu para 13 vitórias e 4 derrotas no cartel geral, sendo 10 a 3 no UFC. Gane, por sua vez, foi a 14 a 2, com 10 a 3 dentro da organização, e encaminhou uma luta de unificação com o campeão indiscutível Tom Aspinall. A comunidade do esporte repercutiu em peso o fato de Poatan ter perdido a oportunidade de fazer história em um palco de visibilidade máxima.

A subida aos pesados sempre foi uma aposta ousada. Pereira reinou nos médios e nos meio-pesados antes de perder o cinturão dos 93 quilos para Magomed Ankalaev, e a tentativa de conquistar uma terceira divisão exigia superar a desvantagem física diante de oponentes maiores e muito móveis. Gane explorou exatamente isso, com velocidade e variedade de golpes.

Na nossa leitura, o caminho mais lógico para Poatan passa por uma decisão de categoria. Para o PosLuta, o ponto mais relevante é definir se o brasileiro insiste no projeto dos pesados, onde precisaria de uma sequência de vitórias para nova chance, ou se retorna aos meio-pesados, divisão em que já provou ser referência e onde uma reconquista de cinturão parece mais ao alcance.

Em nossa avaliação, a volta aos meio-pesados teria apelo imediato. Há contas a acertar naquela categoria, incluindo a derrota para Ankalaev, e um Pereira de volta ao seu peso natural tende a ser mais competitivo do que entre gigantes. Esse movimento tende a recolocá-lo rapidamente na disputa pelo topo, em vez de uma reconstrução longa entre os pesados.

O ponto mais relevante para o público brasileiro é que a derrota não apaga o que Pereira construiu. Ele segue como um dos atletas mais valiosos e populares do UFC, e a escolha do próximo passo definirá o tom da fase seguinte de sua carreira. Na prática, o que estava em jogo era um feito histórico, e o que ficou foi uma encruzilhada que ele tem condições de resolver a seu favor.

Para Gane, o cenário é oposto e animador. O francês se firma como protagonista dos pesados e mira a unificação. A divisão, que vinha carente de definições, ganhou clareza no topo, enquanto Pereira recalibra os planos.