Ben Askren conta que as pernas falharam na despedida do wrestling um ano após transplante duplo de pulmão
Ben Askren detalhou o que sentiu durante a última luta agarrada da carreira, disputada no RAF 11, em Milwaukee. Pouco mais de um ano depois de sobreviver a um quadro grave de pneumonia que resultou em um transplante duplo de pulmão, o ex-desafiante dos meio-médios do UFC voltou ao tatame e perdeu po
Ben Askren detalhou o que sentiu durante a última luta agarrada da carreira, disputada no RAF 11, em Milwaukee. Pouco mais de um ano depois de sobreviver a um quadro grave de pneumonia que resultou em um transplante duplo de pulmão, o ex-desafiante dos meio-médios do UFC voltou ao tatame e perdeu por 6 a 3 para Belal Muhammad, ex-campeão da categoria no Ultimate.
O norte-americano abriu vantagem nos dois primeiros períodos, mas viu o adversário reagir no terceiro com uma queda e uma inversão antes de abrir o placar no fim. Em entrevista à FloWrestling, o veterano contou que percebeu o limite físico ainda no intervalo. “A luta estava indo relativamente bem. No fim do segundo período, quando voltei para o meu córner, pensei: minhas pernas não têm mais nada”, relatou.
A partir dali, segundo o próprio Askren, o problema virou incontornável. Muhammad acelerou o ritmo no assalto final e o ex-lutador não conseguiu sustentar a base nem evitar o desgaste. “Ele veio muito forte e eu percebi que meu corpo não tinha mais o que dar. Fiz o melhor que pude. Eu sabia que minhas pernas não aguentavam mais”, completou.
A derrota encerrou a trajetória competitiva no wrestling, esporte em que o norte-americano construiu boa parte da reputação antes do MMA. A confirmação veio logo depois do combate, em conversa com Chael Sonnen dentro da arena. “Com certeza, é minha última vez no tatame. Eu não poderia ter escolhido lugar melhor para fazer isso”, disse.
Na mesma entrevista, o veterano lembrou o processo de recuperação que antecedeu o retorno. “Trabalhei duro no último ano. Foi difícil. Houve momentos em que eu não conseguia me alimentar sozinho, não conseguia ficar de pé nem ir ao banheiro”, contou. O episódio pulmonar o levou à internação em 2025 e ao transplante que interrompeu qualquer atividade física por meses.
Fonte: Sherdog
