Caio Borralho lamenta a dispensa de Michel Pereira e diz que ninguém é insubstituível no UFC
Caio Borralho comentou a saída de Michel Pereira do UFC e tratou o episódio como um aviso para quem atravessa fase confortável dentro da organização. Em conversa com o canal Encarada, o médio da Fighting Nerds contou ter recebido a informação com pesar, por causa da proximidade que mantém com o para
Caio Borralho comentou a saída de Michel Pereira do UFC e tratou o episódio como um aviso para quem atravessa fase confortável dentro da organização. Em conversa com o canal Encarada, o médio da Fighting Nerds contou ter recebido a informação com pesar, por causa da proximidade que mantém com o paraense.
“Eu fico triste, o Michel é um irmãozão que eu tenho. E, por mais que não esteja se apresentando como antes, é um cara que traz um show. E tendo alcançado sete vitórias seguidas, coisa que é muito difícil fazer no UFC, é triste ver isso”, afirmou.
A avaliação, porém, veio acompanhada de uma leitura prática sobre o funcionamento da companhia. Borralho disse que o desfecho reforçou a necessidade de não relaxar mesmo em momentos positivos. “Mas isso coloca nossos pés no chão, essa é a lição que eu tenho: todo mundo é substituível. Às vezes você tá ali feliz. Tudo bem, fica feliz, mas não tire os pés do chão”, completou.
A não renovação do contrato veio depois de um combate cercado de polêmica. Na luta co-principal do UFC Baku, Michel começou melhor e chegou a derrubar Shara Magomedov, mas reclamou de infrações do russo ao longo dos assaltos. O árbitro Herb Dean advertiu Magomedov por puxões de cabelo e voltou a chamá-lo no intervalo, sem descontar pontos nem depois de uma dedada no olho no terceiro round. Os três jurados anotaram 29-28 para o russo.
Aos 32 anos, o brasileiro encerra a passagem pelo Ultimate com dez vitórias e seis derrotas, e cartel profissional de 32 triunfos e 15 reveses. A estreia, em maio de 2019, virou cartão de visitas: o nocaute sobre Danny Roberts, recheado de acrobacias, rendeu o apelido de Paraense Voador.
O melhor momento chegou a partir de 2020, quando emplacou a sequência citada por Borralho e se aproximou do topo dos meio-médios. O rumo mudou em julho de 2023, após ele não bater o peso para enfrentar Stephen Thompson no UFC 291 e ter o duelo cancelado. Transferido para os médios por decisão da organização, alternou resultados e fechou a trajetória com apenas uma vitória nas últimas cinco apresentações, com derrotas para Shara Magomedov, Kyle Daukaus, Abus Magomedov e Anthony Hernandez.
Fonte: Super Lutas
