Paul Hughes critica antidoping do PFL e defende banimento vitalício por EPO
O irlandês Paul Hughes fez duras críticas ao programa antidoping do PFL e afirmou que atletas vêm burlando os exames da organização. Para ele, o controle atual não é suficiente, e casos de uso de EPO deveriam render suspensão para o resto da vida.
O irlandês Paul Hughes fez duras críticas ao programa antidoping do PFL e afirmou que atletas vêm burlando os exames da organização. Para ele, o controle atual não é suficiente, e casos de uso de EPO deveriam render suspensão para o resto da vida.
O estopim foi a punição de seis meses aplicada ao russo Alexandr Shabliy, dos leves, flagrado com eritropoietina recombinante em um teste fora de competição. Hughes considerou a pena branda e lembrou também de Movlid Khaybulaev, ex-campeão peso-pena do PFL, suspenso por um ano e destituído do título após um flagrante pela mesma substância no ano passado.
O lutador ligou a cobrança à fusão entre o PFL e a Most Valuable Promotions, empresa de Jake Paul. Hughes defendeu que a nova estrutura amplie os controles e disse que só foi testado na véspera de suas lutas, o que, na avaliação dele, abre espaço para trapaça. O atual parceiro de testes do PFL é a USADA, que já cumpriu esse papel no UFC, e ainda não está claro se o trabalho continuará sob o comando da MVP.
Com um cartel de 14 vitórias e 3 derrotas, Hughes fracassou em duas tentativas de conquistar o cinturão diante de Usman Nurmagomedov nas últimas três apresentações. Ele afirmou que ficou seis semanas sem treinar por causa de duas cirurgias seguidas antes da revanche, realizada em outubro, e reforçou que quer mais rigor na nova fase da liga.
A organização volta ao octógono nesta sexta-feira, com a edição PFL Charlotte, encabeçada pelo duelo dos médios entre Bryan Battle e Dalton Rosta.
Fonte: Sherdog
