Roger Gracie afirma que modas como a chave de calcanhar são cíclicas no jiu-jítsu
Um dos maiores nomes da história do jiu-jítsu, Roger Gracie voltou a comentar a evolução técnica da modalidade e defendeu que as chamadas modas dos tatames tendem a se repetir em ciclos. Para o dez vezes campeão mundial pela IBJJF, movimentos que dominam um período acabam perdendo força à medida que
Um dos maiores nomes da história do jiu-jítsu, Roger Gracie voltou a comentar a evolução técnica da modalidade e defendeu que as chamadas modas dos tatames tendem a se repetir em ciclos. Para o dez vezes campeão mundial pela IBJJF, movimentos que dominam um período acabam perdendo força à medida que os adversários aprendem a se defender.
O exemplo citado por Gracie foi o das chaves de calcanhar, hoje difundidas em quase todas as academias. Segundo ele, o golpe funcionava com frequência quando poucos o conheciam, mas passou a render menos justamente porque a defesa se popularizou. Todo mundo agora precisa aprender a chave de calcanhar, resumiu o faixa-preta, ao lembrar que antes o recurso surpreendia com mais facilidade.
Para reforçar o raciocínio, o multicampeão recorreu a outros casos, como o berimbolo e a guarda 50/50, técnicas que reinaram por um tempo e depois recuaram diante do avanço das defesas. Na visão dele, os fundamentos não estão sendo deixados de lado, e as pessoas sempre acabam voltando à base.
Gracie fez ainda um alerta aos competidores que se especializam demais em um único recurso. De acordo com ele, negligenciar os fundamentos abre brechas perigosas e pode deixar até atletas avançados vulneráveis a golpes simples, aplicados por oponentes de graduação inferior.
Fonte: BJJ Eastern Europe
