Scott Coker pede à comissão da Califórnia a liberação da joelhada em oponente caído para a Ki MMA
O veterano promotor Scott Coker quer mexer em uma das regras mais debatidas do MMA. Sua nova organização, a Ki MMA, apresentou à Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC) um pedido formal para permitir joelhadas na cabeça de um adversário caído, golpe hoje proibido pelas regras unificadas da
O veterano promotor Scott Coker quer mexer em uma das regras mais debatidas do MMA. Sua nova organização, a Ki MMA, apresentou à Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC) um pedido formal para permitir joelhadas na cabeça de um adversário caído, golpe hoje proibido pelas regras unificadas da modalidade.
Segundo o executivo Josh Thomson, a solicitação busca incorporar elementos das chamadas Global MMA Rules. A proposta exclui chutes de futebol, pisões na cabeça e joelhadas lineares, limitando a mudança à joelhada na cabeça do oponente no solo. A Ki MMA pediu que o tema entre na pauta da reunião de stakeholders da comissão, prevista para 1º de dezembro, um fórum de discussão que não representa, por si só, uma votação definitiva.
Coker defende que o MMA precisa seguir evoluindo e enxerga o golpe como uma extensão natural do ground and pound. A adoção também diferenciaria a Ki MMA do UFC e da PFL e serviria como atrativo para recrutar atletas. O recurso, vale lembrar, já é permitido no Rizin e no ONE Championship, promoções que preservam parte da herança das regras do antigo Pride.
Anunciada em setembro, a Ki MMA marca o retorno de Coker ao cenário após cerca de dois anos afastado. O projeto nasceu com um fundo de investimento de 60 milhões de dólares e um grupo de sócios que inclui o skatista Tony Hawk, o dono do D.C. United, Steve Kaplan, e o cofundador da Griffin Gaming Partners, Peter Levin. Diferentemente das ligas modernas, os combates acontecem em um ringue, em referência ao estilo japonês clássico.
Velho parceiro de Coker, Richard Chou volta como responsável pelas relações com atletas e principal matchmaker da empresa. A estreia está planejada em torno de um Grand Prix dos penas, com 32 lutadores de quatro continentes disputando o cinturão inaugural até 145 libras.
Fonte: Athlon Sports
