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Desafiante ao cinturão peso-pena, José Aldo participa de media day no RJ


No dia 2 de dezembro, o ex-campeão peso-pena do UFC® José Aldo retorna ao octógono para a revanche contra o atual campeão Max Holloway, valendo o cinturão da divisão. Nesta segunda-feira, 20, José Aldo participou de um Media Day no Rio de Janeiro e falou sobre a luta no UFC® 218.

Confira algumas declarações de Aldo:

Sobre estar ‘engasgado’ com a derrota para Holloway no UFC® 212: “Para mim, cada luta é uma luta. Isso é um esporte. Você caminha com a vitória ou com a derrota. Acho que aquele que luta sempre, um dia pode perder, é uma possibilidade do esporte. Então, não me vejo engasgado [por ter perdido para o Holloway], mas sim, pelo fato do cinturão não estar comigo. Então, hoje o que me deixa mais motivado a treinar mais é querer recuperar o cinturão. Eu estou com saudade de vencer. Na última luta, não fui muito bem, mas eu estou com uma visão nova, estou querendo lutar, quero muito ir para frente o tempo todo e pode ter certeza, essa luta acaba o quanto antes”.

Estratégia para a luta contra Max Holloway: “Eu não estou pensando no Holloway, se vai ser o Ricardo Lamas, se vai ser o campeão… Não importa quem seja. Eu estou treinando para mim, por mim. Eu estou fazendo as minhas habilidades. Eu não tenho hoje em dia estudado os adversários, ficado preocupado com o que eles fazem. Para mim, pouco me importa. Eu estou lutando por mim. Eu vou chegar lá dentro, vou fazer o meu jogo, vou sufocar do início ao fim e ele que se preocupe com defesa. Eu acho que uma coisa que eu sempre tive na cabeça foi que a melhor defesa é o ataque, então, eu estava nas últimas lutas me resguardando, estava tentando lutar pensando no ponto forte do adversário e isso me atrapalhou bastante. Agora não. Eu quero chegar lá dentro e ser eu, ser o melhor Aldo”.

Primeira revanche contra um lutador que o derrotou: “É uma motivação a mais. Eu já queria ter feito uma revanche da luta contra o Conor que eu perdi, mas não veio. Eu fico feliz não pela revanche, mas pela chance de estar disputando o cinturão novamente. É isso para mim que me motiva, que faz eu acordar cedo, vir treinar cada vez mais, é voltar a ser campeão”.

Sobre voltar a Detroit onde se tornou oficialmente campeão do UFC®: “É um fator especial. Foi lá onde eu virei campeão do UFC, onde oficialmente o Dana [White] me entregou o cinturão. Estamos voltando de novo para lá para mais um reinado. Fisicamente e tecnicamente, eu estou numa fase muito boa. Eu passei um pouco de tempo nos Estados Unidos onde eu pude treinar boxe, aprender coisas novas para ajudar no nosso jogo. Então, pode ter certeza que eu vou sufocar do início ao fim”.

Planos se conquistar o cinturão: “Eu quero defender o cinturão. Eu acho que se eu tiver oportunidade de fazer superlutas, para mim, eu adoro, acho que isso chama bastante atenção, a gente ganha com isso, mas a minha prioridade agora é defender o cinturão e fazer mais lutas, acho que isso me atrapalhou, eu senti um pouco, mas agora eu quero lutar uma atrás da outra”.

Sobre migrar para o boxe: “Eu tenho o sonho sim de lutar boxe, esse é um desejo pessoal meu, mas antes disso eu tenho um contrato, então, eu vou procurar honrar meu contrato da melhor maneira possível e quem sabe futuramente a gente possa fazer umas lutas de boxe, mas é logico, como eu sempre falo, começando de baixo. Não quero desafiar ninguém, quero construir uma carreira, acho que eu sou novo ainda, não tenho tanta experiência, mas quando eu estiver livre do contrato, se eu tiver a oportunidade, eu quero ir sim”.

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UFC Fight Night 119 – No retorno do Dragão, Brunson leva a melhor


UFC Fight Night: Brunson vs. Machida
Local: Ginásio do Ibirapuera
Público: 10.265
Cidade: São Paulo
Data: 28/10/2017
Arbitragem: CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de MMA)
Promotor: WME-IMG

Se encerrou ontem o último evento do UFC em solo brasileiro neste ano, atingindo o segundo maior público de todas edições em São Paulo. Os brasileiros Lyoto Machida e Demian Maia perdem novamente e já especulam uma aposentadoria.

O evento marcou também a controversa atitude de Colby Convigton após o combate com Demian, desrespeitando os brasileiros e o país.

Ao longo da semana Colby demonstrava de forma enfática sua insatisfação de lutar em São Paulo, chamando a cidade de “buraco“, criando um clima hostil para a noite de sábado, após a luta sua atitude passou dos limites ao chamar os brasileiros de “animais imundos”, ao se retirar do octógono os torcedores tiveram também uma atitude lamentável, ao atirar objetos no lutador. Nos bastidores seus companheiros de academia (American Top Team) não gostaram nada e se mostraram surpresos com sua atitude. Na coletiva pós-evento Pedro Munhoz comentou sobre o ocorrido: “Infelizmente, ele usa como marketing pessoal. A maioria dos treinos dele é com brasileiros. Ele tem que rever os comentários que fez. Para falar a verdade, nunca o vi fazendo comentários de que os brasileiros são sujos. Eu acho que 50% da ATT é formada por brasileiros. Eu acho que sim (entrou na pilha). O pessoal do MMA viu que dá certo fazer polêmica, na época do Chael Sonnen, agora com o Conor McGregor. O pessoal veste essa máscara para vender dessa forma. Reprovo totalmente, quando você desrespeita uma nação, um ser humano, independentemente da raça ou da origem, sai dos princípios. Eu reprovo esse tipo de atitude.” disse o atleta. David Shaw, vice-presidente da organização também condenou a atitude de Colby e da torcida, e não descartou uma punição ao norte-americano.

Durante a semana o Ultimate anunciou parceira com a Microsoft, para o desenvolvimento de uma ferramenta que utiliza Inteligência Artificial para prever resultados dos combates, baseada em centenas de características e informações sobre os atletas do UFC. As estatísticas são geradas a partir dos dados oficiais reportados pelo UFC e sinais da internet que o Bing é capaz de traduzir como parte dos sentimentos demonstrados por fãs. Mas logo em sua estréia a previsão do “Palpite Bing” para luta principal não se concretizou, tendo Brunson como vencedor. Por esse nocaute inesperado a Microsoft não esperava.

A próxima edição do evento em território nacional já está decidida, será dia 3 de fevereiro em Belém, no Pará. O local será o recém inaugurado ginásio Mangueirinho, que tem capacidade para 12 mil pessoas. Outros eventos também estão agendados no Brasil em 2018.

Derek Brunson vs. Lyoto Machida
Categoria: Midleweight 185 lb (Peso médio 84kg)
Resultado: KO por Brunson
Tempo: 2min03 do Primeiro Round
Juiz: Osiris Maia
Árbitros: Guilherme Bravo, Marco Rosales e Derek Cleary
Músicas: Tema de Game of Thrones (Machida) / Huble – Kendrick Lamar (Brunson)
Patrocínio Reebok: Brunson (R$ 48.000) / Machida (R$ 65.000)
Suspensão Médica: Brunson (14 dias sem lutar) / Machida (60 dias sem lutar)

Luta rápida e inesperada, Derek Brunson conseguiu um knockout sob Machida logo no começo do primeiro round. Machida já vinha de duas derrotas consecutivas e agora com mais um revés fica com sua permanência na organização ameaçada. Mais do que isso, a derrota de Machida deve tirar um pouco do brilho do próximo evento do UFC no Brasil, na terra natal de Machida, o Pará.

Na coletiva, Brunson enalteceu o adversário brasileiro. “O Lyoto Machida não tem muitos buracos no seu jogo, ele é um cara muito experiente que está aí há muito tempo. Eu não esperava um término rápido, mas sabia que não queria deixar ir para a decisão. Eu gosto do Brasil, foi uma grande experiência. Os fãs apoiaram o lutador da casa, eu não esperaria diferente. Mas eles não podiam entrar no Octógono, então não fez diferença no final das contas.”

Demian Maia vs. Colby Covington
Categoria: Welterweight 156 lb (Peso meio-médio 77kg)
Resultado: Decisão Unânime para Colby (29-28, 30-26 e 30-27)
Tempo: Três Rounds
Juiz: Jerin Valel
Árbitros: Guilherme Bravo, Dave Tirelli e Derek Cleary
Músicas: Numb – Linkin Park (Maia) / Amazing – Kanye West (Colby)
Patrocínio Reebok: Maia (R$ 64.000) / Colby (R$ 16.000)
Suspensão Médica: Maia (45 dias sem lutar) / Colby (30 dias sem lutar)

Visivelmente cansado, Demian Maia não conseguiu impor seu jogo de chão em Colby, que anulou de forma perfeita todas as tentativas de queda de Demian Maia.

No primeiro round Maia conseguiu desferir bons golpes em Colby, abrindo inclusive um corte no olho direito do norte-americano. Mas a partir do segundo round Colby mostrou mais consistência e uma boa defesa de quedas. No final, os juizes deram a vitória para Colby.

No microfone, na rápida entrevista pós-luta com Daniel Cormier, Colby desferiu uma série de ofensas aos brasileiros e correu em direção ao único repórter norte-americano para esbravejar o direito de disputar o cinturão. Sobrou até para Tyron Woodley.

“Eu fico um pouco desapontado, pois vim aqui para aposentar o Demian Maia e finaliza-lo. Mas depois do que aconteceu hoje, eu não acho que ele vá voltar, então estou feliz. A reação da torcida era o que eu esperava, eles me odeiam e eu não os respeito. Eles não precisam traduzir o que eu disse porque eu estava falando com os Estados Unidos, onde meus fãs me apoiam.

“Tyron Woodley, veja só o que eu fiz com o Demian Maia em três rounds! Eu bati nele muito mais forte do que o Woodley fez em cinco rounds. A única pessoa que eu quero ver em um contrato na minha frente é Tyron Woodley. Ele está correndo de mim. Eu já o derrotei na academia antes e agora vou finaliza-lo dentro do Octógono.”

Pedro Munhoz vs. Rob Font
Categoria: Bantanweight 135 lb (Peso galo 61.2kg)
Resultado: Finalização por Munhoz
Tempo: 4min03 do Primeiro Round
Juíz: Osíris Maia
Árbitros: Guilherme Bravo, Derek Cleary e Marco Rosales
Músicas: Ambitionz az a Ridah – Tupac (Munhoz) / Welcome to Jamrock – Damian Marley (Font)
Patrocínio Reebok: Munhoz (R$ 16.000) / Rob (R$ 16.000)
Suspensão Médica: Munhoz (14 dias sem lutar) / Rob (14 dias sem lutar)

Com um jiu-jitsu apurado, Pedro Munhoz botou pra dormir Sob Font com uma finalização no final do primeiro round. O lutador recebeu ainda um bônus por performance da noite, juntamente com o norte-americano Derek Brunson.

“É uma sensação incrível, é o quarto ano consecutivo lutando aqui na minha cidade e nada melhor do que finalizar, usar o jiu-jitsu brasileiro. O Rob Font é um cara muito duro, a única derrota que ele teve no UFC foi para o John Lineker por decisão, e eu fui o primeiro na história a finaliza-lo. Eu não tenho nenhum nome em mente, quem o UFC colocar na minha frente.”

Francisco Trinaldo “Massaranduba” vs. Jim Miller
Categoria: Lightweight 155 lb (Peso meio-leve 70.3kg)
Resultado: Decisão Unânime para Trinaldo (28-29, 28-29 e 28-29)
Tempo: Três Rounds
Juíz: Osíris Maia
Árbitros: Dave Tirelli, Phillipe Iorio e Marco Rosales
Músicas: Can’t be Touched – Roy Jones Jr. (Trinaldo) / It’s a Long Way to the Top – ACDC (Miller)
Patrocínio Reebok: Trinaldo (R$ 48.000) / Miller (R$ 64.000)
Suspensão Médica: Trinaldo (14 dias sem lutar) / Miller (14 dias sem lutar)

Outra luta bastante apertada. Massaranduba venceu por decisão unânime dos juizes, confirmando sua boa fase. Jim Miller, por outro lado, entra em uma descendente no evento. Esta foi sua terceira derrota consecutiva.

“Foi uma luta boa, o Jim Miller é um grande lutador. Eu não fiz o que gostaria de ter feito, que era nocautea-lo, mas eu sabia que ia vencer. Foi importante vencer novamente, o Kevin Lee foi uma fatalidade, mas eu ainda vou dar uma surra nele.”

Thiago Marreta vs. Jack Hermansson
Categoria: Midleweight 185 lb (Peso médio 84kg)
Resultado: TKO por Marreta
Tempo: 5min00 do Primeiro Round
Juiz: Jerin Valel
Árbitros: Guilherme Bravo, Derek Cleary e Hallison Pontes
Músicas: Marreta Da CCD para o Mundo (Isaac Saradinho) / The Joker – Damien feat. Terje Tylden (Hermansson)
Patrocínio Reebok: Marreta (R$ 32.000) / Hermansson (R$ 8.000)
Suspensão Médica: Marreta (14 dias sem lutar) / Hermansson (45 dias sem lutar)

Uma das lutas mais empolgantes da noite, Thiago Marreta literalmente atropelou Jack Hermansson logo no primeiro round. Essa foi a terceira vitória consecutiva de Marreta e por TKO. Em conversa com jornalistas nos bastidores Marreta, pressentindo o desfecho da luta de Machida x Brunson, pediu o norte-americano como próximo oponente.

“Eu sabia que ele era um cara que se movimentava bastante, então a ideia era não entrar no jogo dele e esperar o momento certo para conectar um golpe. O céu é o limite, espero ter uma oportunidade de fazer uma luta principal muito em breve. Não tenho pretensão em relação ao ranking, acho que preciso fazer o que venho fazendo: vencer minhas lutas com propriedade e o resto vai acontecer naturalmente. Eu e Derek Brunson estamos lutando na mesma noite, né? Ele vencendo ou perdendo, eu aceitaria essa luta.”

John Lineker vs. Marlon Vera
Categoria: Bantanweight 135 lb (Peso galo 61.2kg)
Resultado: Decisão Unânime para Lineker (28-29, 28-29 e 27-30)
Tempo: Três Rounds
Juiz: Mario Yamasaki
Árbitros: Guilherme Bravo, Derek Cleary e Marco Rosales
Músicas: Entourage – Nick Lewis (Vera) / Chega de Religião – Ultima Geração (Lineker)
Patrocínio Reebok: Lineker (R$ 32.000) / Vera (R$ 16.000)
Suspensão Médica: Lineker (14 dias sem lutar) / Vera (180 dias sem lutar ou raio-x do pé esquerdo, se ok 30)

Luta parelha. John Lineker teve dificuldade em vencer o duro Marlon Vera. A decisão ficou para os juizes que escolheram Lineker como vencedor que reconheceu a dificuldade. “Eu fiquei dez meses parado, o ritmo de luta, querendo ou não, não é o mesmo. Não fiz uma das minhas melhores performances, mas vitória é vitória, independente de como seja. Quero voltar para casa, me recuperar e treinar mais duro para o próximo. Que eu gostaria muito que fosse um cara bem rankeado, um Top 5.”

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Na sede do Facebook, UFC anuncia venda de ingressos!


O UFC anunciou nesta terça-feira (29), na sede do Facebook em São Paulo o inicio das vendas de ingresso para o último evento do Ultimate esse ano no Brasil. A coletiva, conduzida por Minotauro teve ainda a primeira encarada do main event do evento, entre Lyoto Machida e Derek Brunson.

Afastado do octógono a cerca de dois anos Lyoto falou sobre o caso de doping revelado pela USADA e da pressão de lutar em casa: “A pressão sempre vai existir, o que muda é como estou lidando com isso. Estou muito bem preparado mentalmente e vou estar muito bem preparado fisicamente no dia da luta”, disse Lyoto, “Venho treinando durante todo esse tempo, mas a competição é como se fosse um reinício, tem o nervosismo. Acredito que é mais um desafio para mim e, sendo aqui, melhor para mim, porque tenho toda a torcida do meu lado para me empurrar”. Seu adversário, o norte-americano Derek Brunson promete estragar a festa brasileira: “Estou feliz em lutar no Brasil, é um país lindo. Vocês tem fãs muito apaixonados, e sei que vão me vaiar, mas estou empolgado. Quero dar um grande show e continuar subindo na categoria”, disse Brunson, “Machida é um grande trocador mas eu também sou, e tenho muita força, então os caras não podem fazer o que quiserem lá dentro, porque posso acertar um grande golpe e acabar com a luta”.

Demian Maia, também esteve presente e falou sobre a expectativa da luta contra Colby Covington, invicto no octógono: “Apesar de ter lutado pouco MMA em São Paulo, já lutei muitos campeonatos de jiu-jítsu aqui, então estou acostumado”, disse, “Lutar no Brasil tem o lado muito bom, que é a torcida, o apoio, e o lado perigoso, que é todo mundo estar aqui, meus amigos de infância, então tem muita demanda da qual você tem que se blindar para não relaxar ou deixar de descansar para fazer alguma coisa e se focar na semana da luta. Mas minha equipe sabe fazer isso muito bem, e eu também venho aprendendo, então, para mim, é vantajoso lutar em São Paulo”.

A venda de ingressos começa amanhã no site oficial da Tudus. Os preços variam entre R$190 e R$6.000. Este último no pacote VIP.

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